miércoles, 12 de diciembre de 2018

Convivencia, Respeto e Igualdad. Apuntes Ética-Valores Éticos 2º ESO - Francisco Huertas Hernández


Convivencia, Respeto e Igualdad
Apuntes Ética-Valores Éticos 2º ESO
Francisco Huertas Hernández



"Azur et Asmar" (2006). Michel Ocelot
"Azur y Asmar" es un largometraje francés de animación sobre dos niños criados por la misma mujer: uno, el hijo rubio de ojos azules de un rico; el otro, el hijo de la nodriza, moreno de ojos negros. Separados por las diferencias de clase, la historia es un canto a la igualdad y la superación de las diferencias raciales, culturales y religiosas


PDF 1: EJERCICIOS-APUNTES: CONVIVENCIA - RESPETO - IGUALDAD


domingo, 9 de diciembre de 2018

Conciencia moral. Apuntes Ética-Valores Éticos 3º ESO. Francisco Huertas Hernández


Conciencia moral
Apuntes Ética-Valores Éticos 3º ESO
Francisco Huertas Hernández




"Margaret" (2011). Kenneth Lonergan
Esta película dramática estadounidense rodada en 2005 y estrenada seis años despúes tras diferentes problemas es un ejemplo muy adecuado para tratar el problema ético de la conciencia moral. 
Lisa (Anna Paquin) es una adolescente de 17 años que se cree culpable de haber provocado un accidente de autobús en Manhattan en el que muere una mujer. A partir de ese momento intenta superar su sentimiento de culpabilidad buscando la forma de arreglar la situación, pero al enfrentarse a obstáculos a cada paso que da, la frustración origina que se complique su relación con las personas que la rodean.

La conciencia moral, como señala, Ángel Villarini es "algo que se manifiesta como una voz interior que nos observa y a la vez nos habla de lo que observamos, de lo que sentimos, de lo que debemos hacer y de lo que en efecto hacemos; todo ello de acuerdo a un ideal de cómo debe ser nuestra conducta. En la conciencia no solo vivimos sino que nos vivimos en relación a lo que somos y hacemos y debemos ser y hacer. Cuando ese ideal se refiere a un conjunto de valores, normas, principios, etc. de carácter moral, es decir que son criterios para distinguir lo bueno o justo de lo malo o injusto, entonces la conciencia es moral. Por eso la conciencia se ha comparado con un tribunal en el cual la conducta humana es presentada y juzgada de acuerdo a un código"


PDF 1: EJERCICIOS-APUNTES. FICHA 4: LA CONCIENCIA MORAL


miércoles, 5 de diciembre de 2018

La persona como ser moral. Ejercicios Ética-Valores Éticos 1º ESO - Francisco Huertas Hernández


La persona como ser moral
Ejercicios Ética-Valores Éticos 1º ESO
Francisco Huertas Hernández




"Captain Fantastic" (2016). Matt Ross
"Capitán Fantástico" es una película estadounidense perteneciente al género de comedia dramática que narra como educa un padre viudo a sus hijos fuera del sistema educativo, viviendo en los bosques del noroeste del país, en contacto con la naturaleza. Los valores que el padre, Ben, quiere transmitir son el rechazo del capitalismo, el consumismo y el conformismo, la búsqueda de la fortaleza interior, la autosuficiencia y el pensamiento crítico de los chicos. ¿Todo ello puede hacerse dentro del sistema educativo o deberían los padres educar a sus hijos libremente enseñándoles lo que creyeran necesario?
La libertad en la educación es el tema de este largometraje. 
El Estado (gobierno) debe poner a disposición de todos los niños los medios para que puedan ejercer su derecho a la educación: existencia de guarderías, escuelas e institutos, becas escolares, transporte escolar, comedores escolares... (libertad externa positiva de recibir educación)
Pero tampoco el Estado, la economía (Mercados) o la Iglesia deben poner restricciones (impedimentos, obstáculos) para que los niños y sus padres puedan recibir la educación que crean adecuada (libertad externa negativa de recibir educación sin restricciones)


PDF 1. EJERCICIOS TEMA 2: "PERSONA COMO SER MORAL": LA LIBERTAD. 2018-2019
PDF 2. EJERCICIOS: "PERSONA COMO SER MORAL": LA LIBERTAD. 2015-2016
PDF 3. EJERCICIOS: "PERSONA COMO SER MORAL": LA IGUALDAD, LA SOLIDARIDAD, LA EDUCACIÓN. 2015-2016


sábado, 1 de diciembre de 2018

Cine Teatro "Sidney". Campo Belo (Minas Gerais. Brasil). Zulmira Mendes Silva


Cine Teatro "Sidney". Campo Belo (Minas Gerais. Brasil)
Zulmira Mendes Silva




Cine Teatro Sidney
Praça Dos Expedicionários. Campo Belo (Minas Gerais)


BREVE Histórico de uma sala de CINEMA que virou POEIRA

 Campo Belo não é uma grande cidade mas seu povo sempre almejou e realizou grandes projetos.
 Situada na Zona das Vertentes no estado de Minas Gerais, fez parte da malha ferroviária que unia Lavras a Formiga, com belo prédio de Estação (hoje Museu).
 Grandes Escolas, belo Jardim Central, agências de diversos Bancos de renome, Jornais, Centro de Comércio no passado na agropecuária, times de futebol, estádios, belas ruas, praças e avenidas, tornaram-na jus do cognome de "Princesa do Oeste"
.

Praça Cônego Ulisses
Na parte de trás da igreja começa a Praça Menotti D'Áurea. No prolongamento do jardim visto na foto, vem finalmente a Praça dos Expedicionários
Campo Belo (Minas Gerais)

 Teve vários cinemas desde os idos anos vinte mas foi nos anos quarenta que ganhou o prédio que marcaria a história de muitos que puderam assistir filmes, desfiles de moda, solenidades diversas, teatro, recitais:

Cine Teatro Sidney
Praça Dos Expedicionários. Campo Belo (Minas Gerais)

 O "Cine Teatro Sidney" que tinha capacidade para 600 espectadores. Além da plateia normal, com três carreiras de poltronas, havia uma galeria em formato de lua crescente que culminava com dois camarotes, um de cada lado, numa altura invejável e elegante.

Cine Teatro Sidney - Inicio da Avenida Afonso Pena com a Praça Conego Ulisses nas esquinas Bar Central e Bar Sidney. Decada de 60
Campo Belo (Minas Gerais)

 Pena que as pessoas simples chamavam ali de galinheiro ou poleiro.
 Mas foi ali que assisti a maior parte de filmes na minha infância.
 Na adolescência optei pela plateia, no meio do burburinho, junto com as amigas e os rapazes da época
.

Cine Teatro Sidney
Praça Dos Expedicionários. Campo Belo (Minas Gerais)

Cine Teatro Sidney
Praça Dos Expedicionários. Campo Belo (Minas Gerais)

  Havia um grande palco, cuja tela para exibição de filmes "CinemaScope", foi inaugurada no final dos anos 50, tendo sido o filme de estreia: "A Fonte dos Desejos".

"Three Coins in the Fountain" (1954). Jean Negulesco
"A Fonte dos Desejos"

 Enorme cortina vermelha descia do teto e ficava fechada até poucos minutos antes do apagar das luzes.
 Então ouvia-se o tema musical para descerramento das cortinas, enquanto as luzes se apagavam.
 A projeção começava e a plateia assobiava extasiada
!

"Les Actualités Françaises" 
"France Actualités est la principale société française diffusant dans les salles de cinéma françaises ce que les spectateurs appellent «Les Actualités» : le Pathé-Journal hebdomadaire puis Les Actualités françaises de 4 janvier 1945 au 25 février 1969. Après le monopole transitoire de France Libre Actualités qui dura trois mois, l'équipe fondatrice crée la société «Les Actualités Françaises» dès janvier 1945. Le premier journal est projeté le 4 janvier. D'une durée moyenne de 15 minutes, il est constitué de sujets consacrés pour l'essentiel à la guerre, à ses conséquences et à la reconstruction. Il comporte aussi des images de l'étranger, rubrique «Regard sur le monde», dont le public a été privé pendant 4 ans" (Wikipedia)

 "Atualidades Francesas" ou "Les Actualités Françaises" era um dos jornais que iniciavam a sessão. Havia jornais brasileiros que não lembro o nome mas me lembro que o tema musical era de Heitor Villa-Lobos.
 Antes do início das sessões, comprava-se balas toffee, chocolate, pipoca.
 Na calçada, quando era filme de muito público, a fila para comprar ingressos dobrava a esquina da qual o prédio era próximo.
 Filmes de grande bilheteria reprisavam em mais dois dias subsequentes
.

"Carnaval Atlântida" (1952). José Carlos Burle, Carlos Manga 
"Em 1952 José Carlos Burle realiza Carnaval Atlântida, espécie de filme-manifesto, associando definitivamente a Atlântida ao carnaval, e abordando com humor o imperialismo cultural, tema quase sempre presente em seus filmes" 

 Comédias da Atlântida, de Amácio Mazzaropi, de Gordo e o Magro, de Carlitos, épicos de Cecil B DeMille, Spartacus, Musicais de Fred Astaire, os desenhos de Walt Disney, tinham público garantido.
 Nos anos 60 vimos Ben Hur, Cleópatra, Dr. Jivago, A Noviça Rebelde, As Aventuras de Capitão Grant, Mary Poppins.
 Aos sábados havia sessão de matinê, com "fitas em série", assim chamados.

"The Sound of Music" (1965). Robert Wise
"A Noviça Rebelde"

 Superman, Jim das Selvas, Nyoka, A Deusa Djoba, Tarzan, Flash Gordon, Capitão América e, diversos episódios de Fernandel interpretando o famoso Dom Camilo.
 Do cinema italiano havia o Totó e Alberto Sordi.
 Aos domingos havia matinê em dois horários, pela manhã, às 9 e de tarde, à uma e meia.
 Para o aviso de que uma sessão estaria próxima, ouvia-se uma sirene que alcançava grandes distâncias.

 No início dos anos 60 o cinema ainda era um entretenimento para grande parte das populações interioranas.

 Vimos 007 com seus aparatos surpreendentes de combate ao inimigo; sete homens salvarem um vilarejo de uma imensa quadrilha; Lawrence se aventurar num deserto como se fosse um árabe; de aventura em aventura, de romance em romance, de comédia em comédia, entre risos e lágrimas, sonhamos e vivemos, entre aquelas paredes, magia com que o cinema nos envolve e inebria
.

"Lawrence of Arabia" (1962). David Lean

 Nesse cenário a televisão adentra o interior monopolizando a rotina.
 Aquela sirene poucos ouviam, embebidos que estavam da nova atração, dentro de casa.
 Assim, o noticiário, a novela, vão ganhando espaço.
 As duas sessões de cinema de todas as noites passam a seguir a dinâmica da TV, na época, TV Tupi, canal 4 de São Paulo.
 Uma única sessão às quinze para as nove, horário de término da novela "Antônio Maria".
 Daí em diante as sessões se limitaram a filmes de luta, de interesse de um público que não via novelas.
 O inexorável fim começou no final dos anos setenta quando, até a TV exibia filmes novos e também antigos, com a vantagem de não ter que "pagar" ingressos
.

Cine Teatro Sidney - Comunidade Evangélica
Passou a ser templo evangélico
Praça Dos Expedicionários. Campo Belo (Minas Gerais)

 O prédio passou a ser templo evangélico.
 Durou algum tempo mas a manutenção não correspondia às necessidades, dado o tamanho do prédio.
 Coisas do interior que não me cabe questionar, o certo é que, depois de muita discussão, acabou sendo demolido o vetusto "Cine Teatro Sidney", para integrar apenas a memória de quem frequentou sua sala ou pelas fotos que lhe foram tiradas
.

Cine Teatro Sidney
Praça Dos Expedicionários. Campo Belo (Minas Gerais)
Demolição. 2006

Cine Teatro Sidney
Praça Dos Expedicionários. Campo Belo (Minas Gerais)
Demolição. 2006

 Hoje ali se instalou a agência da Caixa Econômica Federal.

Velho Cine Sidney
Hoje, Caixa Econômica Federal
Praça Dos Expedicionários, 93 
Campo Belo (Minas Gerais. Brasil)


*****

Comentários dos nossos leitores:


- Célia Marçal: "Achei seu blog muito importante, para a divulgação da história do cinema. Uma diversão que em Campo Belo teve inicio em 1917, com o  Cine Teatro Eden Casino,  que durou ate 1941, foi demolido para dar lugar ao Cine Teatro Sidney. Antes porem Gofredo D'Aurea  construiu o Cine Gofredo D'Aurea. bem ao lado do Cine Sidney que ja estava em fase de  inauguração. Os apreciadores do cinema optou por mais conforto e a variedade em filmes e o Cine Gofredo parou de funcionar, dando lugar a Rádio AM local. Alguns bairros construiram salas  para  exibição de filmes. Com a facilidade em ter um aparelho de TV. muitos casais deixaram de sair de casa e passaram a curtir novelas e  filmes em vídeo cassete. Cada vez mais o cinema foi perdendo o seu encanto. 
 Tenho fotos dos cinemas citados"





- Maria Helena Uka: "A música de abertura, durante muitos anos era a Belíssima "JALOUSIE"!!!
 A Cortina era de Veludo Grena. A Casa de Espetáculos estava, também, preparada para Teatro (daí o nome: CINE TEATRO SIDNEY), onde, não só assisti mas, também, atuei. Seus Camarins eram bem equipados e, na parte inferior do Palco havia uma completa infra-estrutura de apoio.
 Ali, minhas irmãs, inclusive a Mirna, participou com atriz principal em muitas peças de Dramaturgos Famosos. Lembro-me também do Petronio que era um ótimo ator.
 Quando se destrói um MONUMENTO, não é a ESTRUTURA que está sendo destruída, mas toda uma HISTÓRIA E SUA MEMÓRIA.
 Povo sem MEMÓRIAS é povo sem CULTURA!!!
 As novas gerações não saberão suas origens e não terão em que se apoiarem.
 Imaginem a Itália sem o "COLISEU"? Pouca coisa existe da Construção Original, mas ele permanece lá, IMPONENTE!
 E as PIRÂMIDES DO EGITO?
 Que Governo, em nome do FALSO PROGRESSO, atreveu-se a DEMOLI-LAS?
 Olhem as RUÍNAS nos Andes!... Quantos mistérios elas escondem!
 Poderia estar aqui à desfiar um ROSÁRIO de quantas e quais as importâncias têm as Relíquias do, e para o Mundo!
 Mas, pelo visto, as CABEÇAS DE NOSSOS GOVERNANTES E AUTORIDADES ESTÃO DESPROVIDAS DE MASSA ENCEFÁLICA! Enchem-se de ORGULHO PRÓPRIO e com VOZ POMPOSA E EMBARGADA ENSAIAM PALAVRAS DE ORDEM E FORTES PARA ENDOSSARAM SEUS ERROS, EM NOME DA "CULTURA" E DO "PROGRESSO"!
 PARABÉNS ÀS NOSSAS AUTORIDADES QUE PERMITIRAM UMA ABERRAÇÃO DESSA MAGNITUDE!!!
 Falei!!!
 O povo CAMPO-BELENSE precisa ir às Ruas para manifestarem-se contra isso, antes que eles derrubem a "VELHA MATRIZ", o Colégio São José, o Grupo Cônego Ulisses e permitem que outras construções antigas, como as Casas existentes sejam demolidas.
 Ah! Da última vez que aí estive, percebi o desrespeito por algumas delas que tiveram suas estruturas alteradas.
 Necessário se faz uma Lei de Proteção ao Patrimônio Histórico da Cidade e proíba a alteração das Fachadas Originais de Casas Antigas e Centenárias.
 Fica aí a minha sugestão"

viernes, 30 de noviembre de 2018

Cine de verano TERRAZA (1969-1984). Los cines de Alicante - 14ª parte - Lorenzo Guardiola - diseñador gráfico - fotógrafo - coleccionista


El cine de verano TERRAZA (1969-1984)
Los cines de Alicante - 14ª parte
Lorenzo Guardiola - Diseñador gráfico - fotógrafo - coleccionista



Cine de verano Terraza (1969-1984) 
Calle Góngora. Alicante 
Fotografía extraída del libro: Fernando Gil Sánchez: "Historia del Barrio de la Sagrada Familia de Alicante", 1985 



 Mi agradecimiento a Jaime García Morales, hijo de D. Jaime García Lledó, por la información e imágenes fotográficas que me ha proporcionado y han sido de tanta utilidad para la elaboración de este artículo

 Alicante tenía una población de 100.000 habitantes a principios de los años 50, lo que había supuesto un incremento de población algo superior al 25% en solo dos décadas. Al finalizar los 50, ya contaba con 120.000. Tras el consabido boom turístico, pasó a tener 190.000 (censos de población), lo que propició la construcción de nuevos espacios urbanos ante la explosión de vitalidad que se nos vino encima. La falta de vivienda se convirtió en un problema acuciante, así que se construyó y se construyó sin orden ni concierto, pasando de 34.000 a 79.000 edificaciones en apenas unos años (Miguel Amorós. 2017. “La destrucción de Alicante”)


 Nos remontamos atrás en el tiempo para conocer la evolución que sufrió el lugar donde se encontraba el cine de verano Terraza, situado junto a la plaza Manila. En el extrarradio, al norte del Benacantil, se construyeron edificios de modesta condición ya en el siglo XIX, dando origen a barrios obreros como el de Carolinas a finales de la centuria, con un primer embrión situado al norte de la fábrica de tabacos (Carolinas Bajas), que se vertebró en dos (Carolinas Bajas y Carolinas Altas) con el paso de los años. El barrio colindante, el Pla del Bon Repós, tiene igualmente un origen remoto (en 1912 ya existía un proyecto urbanístico firmado por Juan Vicente Santafé). En un principio, estuvo ocupado por casas ajardinadas. El arquitecto Guardiola Picó ya planteó la posibilidad de construir en él una ciudad lineal de anchas calles y alamedas que ofrecieran mejores condiciones de vida y salubridad. La construcción del Hospital Provincial en 1924 potenció su crecimiento (Ramos Hidalgo, Antonio. 1983. Evolución urbana de Alicante (tesis doctoral). UA, Alicante)

 En los años que nos ocupan, estos barrios fueron objeto de la especulación inmobiliaria, que se ocupó en desvirtuar su fisonomía colocando enormes edificios en aras del “desarrollo y la modernidad”


La sociedad Cultural y Deportiva Carolinas construyó 196 viviendas de 80 metros cuadrados con tres habitaciones, comedor, cocina y galería; además de 14 locales comerciales. El solar se hallaba situado junto a la iglesia de San José, y disponía de parada del tranvía. Fue bendecido el 12 de octubre de 1961, festividad de la Virgen del Pilar. Durante el acto se procedió a la colocación de la primera piedra. Dos años estaban previstos que pasaran hasta su entrega. Al apreciar la Sociedad que el proyecto no cubría todas las necedades, barajó la posibilidad de duplicar su oferta (A.M.A. Diario Información, 24 septiembre 1961)

 A caballo de estas dos barriadas, muy próxima, también, a la de Sagrada Familia, se encontraba el cine de verano Terraza, que estaba situado junto a la plaza Manila.

Vista aérea del barrio de la Sagrada Familia a mediados de los 50. La plaza Manila no estaba construida todavía. Al fondo, el Club Atlético Montemar y, a la derecha, el chalet de la avenida Padre Esplá, donde se encontraba “El Pollastre Alicantí” que, sorprendentemente, todavía sobrevive (fotografía extraída del libro de Fernando Gil Sánchez: Historia del Barrio de la Sagrada Familia de Alicante, 1985)

 El barrio Carolinas disfrutó pronto de salas de cine, si tenemos en cuenta la llegada del cinematógrafo a Alicante y la proliferación de salas en sus años dorados (1920-1950). Tal es el caso del cinema Carolinas (1927), en la calle Donoso Cortés, llamado popularmente “Carolo”; el cinema Pla, en la calle Barcelona (años 40-50), tratados extensamente por Lorenzo Guardiola (Programas de mano de los cines de Alicante. 11ª parte. Cinemas Carolinas y Pla. Acorazado Cinéfilo) y el cine I.S.O. (finales de los años 40), que debía de encontrarse cerca de la iglesia de San José de Carolinas (hasta el momento, no contamos con información que fije el lugar donde se encontraba ubicado)

El cinema Carolinas, con capacidad para 400 personas, era un cine con sabor a barrio, cuyos espectadores pertenecían a la clase obrera, al igual que el cinema Pla (a la derecha de la imagen), de dos plantas. En ellos, se proyectaban simultáneamente las mismas películas, en sesión doble. Una persona en bicicleta trasladaba los rollos de cinta de una sala a otra

Programa de mano del Cine I.S.O. en la barriada de Carolinas. Alicante. "La maravillosa película Fox: “La Canción de Bernadette” (copia nueva) con la sublime interpretación de Jennifer Jones, Willianm Eytre y Charles Bickford. Sábado 21 y domingo 22 de enero de 1950. ¡Todo un éxito de organización del cine I.S.O. ¡ Y… los precios como siempre: populares. ¡Todos al cine I.S.O.!" Colección Lorenzo Guardiola

 Al igual que la población de Carolinas y su área de expansión, el Pla del Bon Repós, crecieron, especialmente en los años 60, las salas cinematográficas también fueron en aumento. De aquellos años, hay que recordar: el cine Niagara (1955-1963), que estaba situado donde se encuentran en la actualidad los inmuebles número 9 y 11 de la calle San Mateo, esquina a la calle Dato Iradier; el cinema Terraza, en Maestro Alonso (1957-1965) en lo que hoy es una tienda de deportes (números 37 y 29); el cine Goya, en Doctor Ayela, número 7 (1962-mediados de los 90), actualmente es un supermercado de la cadena Mercadona; y, para finalizar, el entrañable cine de verano Terraza, en la calle Góngora, junto a la plaza Manila (1969-1984)

A izquierda y derecha, edificios donde estuvieron situados los cinemas Terraza, en la calle Maestro Alonso (1957-1965) y Niagara, en la calle San Mateo (1955-1963). En la cartelera, “Los Ladrones somos gente honrada”, en tecnicolor, protagonizada por José Luis Ozores, y “La princesa y el capitán”, por Ingrid Audree. Autorizadas para mayores. (A.M.A. Diario Información, 28 de junio de 1959)

La popular plaza Manila, entre Carolinas y el Pla, era colindante al cine de verano Terraza. Este era el aspecto que ofrecía el año de inauguración de la sala al aire libre (1969). La plaza ha sido, desde siempre, un lugar muy concurrido, pues en ella se instalaba el mercadillo (jueves y sábados), además del monumento de la foguera Sagrada Familia, que se plantaba en sus alrededores, hasta hace pocos años. Sus bares, heladerías y cafeterías ofrecen una buena oferta de ocio y esparcimiento a los vecinos. Al fondo, a la derecha, podemos ver sin urbanizar la placeta existente entre las calles Maestro Luis Torregrosa y la calle Francisco Esteban Román, donde estuvo el colegio Pio XII (Postal de Alicante. Colección Lorenzo Guardiola)


Mis recuerdos en “el Terraza”. Así era el cine de mi juventud

 El Terraza fue el cine de verano de mi juventud. Estaba situado en la calle Góngora, en los edificios que hoy tienen los números 7 y 9. Recordarlo me hace evocar, automáticamente, el olor a tortilla de patata de los suculentos bocadillos que me preparaba mi madre y me sabían a gloria; además de haber pasado, en él, muchos momentos inolvidables, razón por lo que es entrañable para mí.
 Nada más entrar, a la derecha, se encontraban las puertas de acceso a los aseos y, a continuación, la repostería, donde me compraba una coca-cola o una fanta de naranja bien fresquitas para acompañar mi larga flauta de pan. Después, venía el ritual de comer las pipas con sal “Arias”, que eran las mejores. Ir al cine representaba para mí un acontecimiento; todavía más, si lo hacía en el cine de mi barrio, pues suponía poder ver más películas que en los cines de estreno del centro, donde las entradas eran más caras. Con ello, la “asignación semanal” que me daban mis padres me cundía más.

Programación, en sesión doble, del cine de verano TERRAZA (junto Plaza Manila) –una de las primeras– a partir de las 8,30 noche: “Flechas Incendiarias” por S. Hayden y "La Verbena de la Paloma”, Conchita Velasco. Cinemascope y color (A.M.A. Diario Información, 10 de agosto de 1969) 

En la fotografía, el cine de verano TERRAZA, tomada en los días próximos a su cierre (1984). Tal vez sea esta la única imagen de la sala de verano, donde puede apreciarse su cercanía a la plaza Manila (fotografía extraída del libro de Fernando Gil Sánchez: Historia del Barrio de la Sagrada Familia de Alicante, 1985)

 Su enorme pantalla –uno de los detalles que recuerdo con mayor claridad– estaba, inicialmente, bastante separada del edificio colindante; aunque posteriormente se modificó, quedando prácticamente pegada a él; así que no era la pared del edificio el que hacía las veces de pantalla como mucha gente cree. Los vecinos del inmueble recibieron, durante un tiempo, entradas para acceder al cine gratuitamente en compensación por las molestias ocasionadas; no solo por el ruido de la proyección; también, por las voces de la gente a la entrada y a la salida

Cartelera del cine de verano TERRAZA. Junto Plaza Manila. (Pantalla gigante). El anuncio deja claro que su gran pantalla actuaba de reclamo publicitario. Doble programación: “El Secreto de Tommy”, por Joselito, y “Un Hombre”, con Paul Newman, en Cinemascope-color (A.M.A. Diario Información, 15 de agosto de 1969)

 El cine de verano Terraza se construyó sobre el patio superior de una fábrica de gomas situada en el lateral del recinto. Fue inaugurado el 7 de julio de 1969. Eran sus dueños D. Antonio Ramos Sales y D. Jaime García Lledó.

 Un fiel reflejo, sin duda, de lo que fue su fachada, la encontramos en la portada de la barraca Ja no som tan xicotets, plantada en la calle Pradilla, muy cerca de donde estuvo el cine Terraza. Un gran trabajo de Jaime García Morales, realizado para rendirle un homenaje a su padre, dueño del cine. Estaba pintada en blanco y azul mediterráneo, sobre la que pendían la pizarra negra con la programación del día, que se rotulaba a mano. A la derecha, se encontraban las dos ventanillas de la taquilla y, en el pasillo de entrada, los carteles anunciadores de las películas que se iban a proyectar. Una celosía recorría la parte superior de la pared. La imagen permite evocar nostálgicos recuerdos y, también, aporta conocimiento de su existencia a aquellos que no lo conocieron.

Portada de la barraca Ja no som tam xicotets (2005), que se alzó con el tercer premio de primera categoría del ejercicio.
Así era el Cine Terraza de la plaza Manila, en Alicante
(Fotografía: Jaime García Morales)

Boceto de la portada de la barraca Ja no som tam xicotets, construida en el 25º aniversario (Revista Fogueres, 2005)

 El cine tenía 3 puertas de acceso en sus fachadas laterales, además de la entrada principal. En sus comienzos el suelo era de gravilla; aunque, posteriormente, se pavimentó con cemento. Las sillas eran las habituales de madera plegable, que se sustituyeron por unas de hierro tiempo después. Para aliviar a los espectadores de su dureza, se alquilaban unas almohadillas de color gris, al precio –si no recuerdo mal– de 5 pesetas. En los últimos años, se incorporó un puesto de venta de helados de la marca Avidesa, de color azul, que estaba situado a la izquierda de la pantalla del cine.

Cartelera del cine de verano TERRAZA (junto Plaza Manila). Hoy desde 8,45 tarde. “Tierra de Gigantes” por Leonard Mann y “Guapa, ardiente y peligrosa” por Rock Hudson y Claudia Cardinale. Mayores 18 años (A.M.A. Diario Información, 20 de julio de 1972)

 En la repostería, se compraba la bebida bien fresquita para el verano, coca, empanadillas de pisto y, por supuesto, toda clase de chucherías. Las pipas era el artículo más demandado. Quien recogía aquella alfombra de cáscaras y bolsitas de los envoltorios que dejaban el suelo peor que un campo de batalla, tenía el cielo ganado. Junto a ella, estaban las escaleras que iban a parar a una segunda terraza, más pequeña, que utilizaban los dueños, y daban acceso a la cabina de proyección situada justo encima.

Repostería. Cine Terraza. Calle Góngora. Alicante (Fotografía: Jaime García Morales)

Cartelera del cine de verano TERRAZA (junto Plaza Manila). Hoy desde 9,30 noche: “Love Story”, con Ryan O´Neal, y "Y después le llamaron el Magnífico”, con Terence Hill. Autorizadas 18 años (A.M.A. Diario Información, 25 de julio de 1975)

 La cabina tenía dos proyectores de la marca OSSA, modelo VI-C, que funcionaban con electrodos de carbón. Gracias e ello, se podía ofrecer sesión continua y proyectar en pantalla panorámica películas filmadas en Vistavisión y Cinemascope cambiando simplemente objetivos y ventanillas. Ofrecían una calidad de imagen y sonido más que aceptables para la época.

Proyector de cine OSSA VI C. Orpheo Sincronic Sociedad Anónima es una empresa española, conocida por el gran público como fabricante de motocicletas

Cartelera del cine de verano TERRAZA (junto Plaza Manila). Hoy desde 9,30 noche: “2.001: Una Odisea en el Espacio”, Keir Dullea, y “El Griego de Oro”, con Anthony Quinn”. Mayores 16 años. (A.M.A. Diario Información, 13 de julio de 1980)

 Con una programación doble, una de las películas solía ser más antigua o de inferior calidad que la otra; aunque no sucediera siempre, como me comenta Jaime García, ya que “se compraban por lotes y había que darles salida”. Entre las películas que vi allí, recuerdo la que para mí ha sido la mejor en su género, ciencia ficción, “2001: Una odisea del Espacio”, de Stanley Kubrick, una obra maestra. Fue en el verano de 1980. Me impactó tanto que volví a verla de nuevo al día siguiente. De aquel año, recuerdo haber visto “Jack el destripador de Londres” con Paul Naschy, y “El Cazador”, con Robert de Niro en el mes de julio, y “Superman” en agosto. No podía faltar alguna proyección del agente 007 como “La espía que me amó”, con Roger Moore. De su último año, recuerdo la proyección de la película “Empieza el Espectáculo”, en septiembre de 1984.

Cartelera del cine de verano TERRAZA (junto Plaza Manila). Desde 9,15 noche: “Piraña”, con Branford Dillman y “All That Jazz - Empieza el Espectáculo”, con Roy Scheider. Mayores 14 años. (A.M.A. Diario Información, 4 de septiembre de 1984)

 La publicidad del cine Terraza era muy parecida en su formato a la que distribuye el autocine el Sur (en la calle Cerezo s/n, de Mutxamel, al lado del “Gorrión Club”). Como puede verse en esta reproducción, se hacía en hojas de papel a tamaño cuartilla, que iban cambiando de color en función de la programación, cuyo texto estaba impreso en color negro. Recuerdo que se repartían por todo el barrio colocándolas en los limpiaparabrisas de los coches.

Programación del autocine El Sur (Mutxamel. Alicante), del mes de abril de 1997 (Colección Lorenzo Guardiola)


Fin de una época

 El cine de verano Terraza cerró definitivamente sus puertas el 9 de septiembre de 1984 con las películas: “La Salamandra Roja”, protagonizada por Franco Nero y Anthony Quinn, y “Los Chulos”, con Andrés Pajares y Fernando Esteso encabezando el reparto.

Cartelera del cine de verano TERRAZA (junto Plaza Manila). Desde 9 noche. ¡Último Día de Temporada!, que resultó ser la de su cierre. “La Salamandra Roja”, Franco Nero y Anthony Quinn, y “Los Chulos”, Andrés Pajares y Fernando Esteso. Mayores 18 años (A.M.A. Diario Información, 9 de septiembre de 1984)

 Durante un tiempo el lugar todavía mantuvo cierta actividad. Se utilizó como racó de la hoguera Foguerer-Carolinas en los días grandes de la Festa del Foc. Allí acudía con mi novia –hoy mi esposa– gracias a los vales para poder tomar una consumición, que la comisión les daba a mis padres al tener “cartilla” de colaboradores y comprar lotería. También sirvió como recinto para espectáculos de boxeo, incluso llegaron a celebrarse banquetes de bodas y comuniones en él.

Esta fotografía muestra el edificio situado en los números 7 y 9 de la calle Góngora, donde estuvo el cine de verano Terraza. Al fondo podemos ver la pared donde estaba situada la pantalla del cine (Fotografía: Lorenzo Guardiola)

Primer plano de la pared donde se ubicó la pantalla “gigante” del cine de verano Terraza (Fotografía: Lorenzo Guardiola)

La cafetería Terraza, en los bajos del edificio donde estuvo situado el cine de verano (Fotografía: Lorenzo Guardiola)

Cafetería Terraza en el solar de lo que fue el Cine Terraza. Calle Góngora. Alicante
(Fotografía: Francisco Huertas Hernández. 29 de marzo de 2015)


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